quarta-feira, 26 de setembro de 2007

PNLL

“O Plano Nacional do Livro e Leitura — PNLL — é um conjunto de projetos, programas, atividades e eventos na área do livro, leitura, literatura e bibliotecas em desenvolvimento no país, empreendidos pelo Estado (em âmbito federal, estadual e municipal) e pela sociedade. A prioridade do PNLL é transformar a qualidade da capacidade leitora do Brasil e trazer a leitura para o dia-a-dia do brasileiro. Neste primeiro momento, está compilando, sistematizando e divulgando as ações em prol do livro e da leitura realizadas no país através de seu Mapa de Ações. A partir deste mapeamento, criam-se condições para o intercâmbio e a sinergia entre ações similares e potencializam-se recursos públicos e privados, priorizando-se algumas ações macro que se tornem o motor para o desenvolvimento, nos próximos anos, de uma Política de Estado para o Livro e Leitura.”

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terça-feira, 25 de setembro de 2007

Escritores da Amazônia 'lutam por reconhecimento', diz 'New York Times'

A Amazônia dificilmente é associada a cultura e escritores
O jornal americano The New York Times destaca nesta segunda-feira a obra de escritores vindos do Amazonas que, "apesar do seu considerável talento tiveram problemas para fazer sua voz ser ouvida além da floresta".

O correspondente do jornal, Larry Rother, cita os escritores Márcio Souza e Milton Hatoum, dizendo que ambos tiveram "que deixar a cidade (Manaus) e lutam para conquistar reconhecimento".

Nicomendes Suárez-Arauz, professor de literatura latino-americana da Universidade da Flórida, ouvido pelo jornal, diz que a maioria das pessoas ainda tem uma concepção da Amazônia como "um lugar povoado por tribos, se é que é povoado".

"A imagem de terra inóspita, de uma região selvagem, persiste e é promovida, então quando você fala em cultura e escritores, a reação é de surpresa."

Suárez-Araúz diz que graças a "mundos literários" como os de Hatoum, é possível se conhecer "a realidade urbanizada" do Amazonas.

O jornal relata que, em obras premiadas como Dois Irmãos e Cinzas do Norte, Hatoum, que tem ascendência libanesa, fala sobre o papel dos imigrantes árabes no comércio da Amazônia e suas relações com outros grupos étnicos e raciais, desde índios até os descendentes dos portugueses.

O 'NYT' diz que os escritores do Amazonas, sejam eles do Brasil ou de países vizinhos, "tem que combater isolamento e insularidade para conquistar um mínimo de reconhecimento".

Outro escritor amazonense citados no artigo é Dalcídio Jurandir, considerado o primeiro grande escritor modernista da região.

As obras de Jurandir, que morreu em 1979, dificilmente são encontradas em livraria e não são muito traduzidas.

"É um grande mistério, porque ele é um escritor muito, muito bom", diz Lúcia Sá, professora da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha.

"Acho que a exclusão de Jurandir decorre do fato de ele ter sido um realista regional em uma época em que ninguém estava prestando atenção na Amazônia", diz ela.

O artigo também dá destaque ao autor peruano Santiago Rioncagliolo, autor "de um dos mais aclamados romances passados no Amazonas nos últimos anos, El príncipe de los caimanes". [Fonte: BBCBrasil]


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O mercado editorial tem excesso de títulos?

O mercado editorial tem excesso de títulos?

Em visita ao Brasil, o editor da Harvard University Press, da Lindsay Waters, defendeu que os editores devem publicar cada vez menos e com mais critério. Na entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo, Waters declarou que os modelos atuais “exigem produtividade, mas não exatamente qualidade”. Também propôs o movimento 'slow reading' (leitura lenta), “para que as pessoas esqueçam essa mania de ler tudo rápido sem entender o conteúdo”. Quem também se mostra preocupado com o excesso de títulos é o mercado argentino. Em matéria publicada no Clarín, se discute o tempo escasso de exposição que os lançamentos têm nas livrarias e a fragmentação do mercado.

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Mais bibliotecas públicas, menos livrarias

Aumentou em 16,8%, nos últimos sete anos, o número de municípios brasileiros que contam com a presença de bibliotecas públicas. No entanto, diminuíram 15,5% as cidades com livrarias. Estes dados constam da Pesquisa de Informações Básicas Municipais, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Cultura, com dados comparativos entre os anos de 1999 e 2006. Também aumentou quantidade de museus, teatros, salas de espetáculo e o acesso à Internet nas cidades do país. Saiba mais.

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segunda-feira, 24 de setembro de 2007

DIA DA BÍBLIA

Um livro único
O Globo - 22/09/2007 - por D. Eugenio Sales
No último domingo de setembro, celebra-se o Dia da Bíblia. A escolha dessa data se deve à proximidade da festa de São Jerônimo, comemorada a 30 de setembro. Viveu no século IV e início do século V, e traduziu os livros sagrados para o latim. Procura-se despertar ou fomentar entre os católicos um maior conhecimento e amor aos livros santos, prevenir os fiéis contra os erros correntes em relação a eles, difundir a Sagrada Escritura, sobretudo os santos evangelhos e incutir a sua leitura cotidiana, atenta e piedosa. Explique-se aos fiéis a natureza dos mesmos, a importância e a utilidade de sua leitura. Celebremos festivamente o Dia da Bíblia. A grandeza do conteúdo faz desse livro único o mais conhecido em todo o universo.


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sábado, 22 de setembro de 2007

DESCOBERTOS OS ÚLTIMOS LEITORES !!!


Na foto você observa os remanescentes do exótico povo, os Lectores. Povo que cultivava o estranho hábito da leitura e cultuava um objeto chamado livro. Segundo os relatos de arqueólogos e antropólogos havia também uma outra tribo que mantinha estreita relação com este povo. Estes se autodenominavam Livreirus. Viviam em habitações forradas de papel acondicionado entre duas pranchas de um tipo de papel pouquinha coisa mais espesso e se deliciavam em trocar idéias com os Lectores.

Esta troca de idéias era parte de um ritual no qual o livreiro indicava, após apertos de mãos e troca de sorrisos, um excelente objeto de culto criado por uma raríssima sumidade, o Escriba.

Tamanha foi a dizimação que nem mesmo fotos de Livreirus e Escribas foram encontradas nas mais recentes escavações.

Os cientistas desconfiam que estes povos foram levados à extinção pela poderosa tribo dos Editorialis, povo que se encastelava em seus domínios e de lá ditava o que se deveria cultuar, obrigando Lectores e Livreirus a deglutir seu duvidoso gosto em impor a consumação de idéias tresloucadas como não tocar em queijo, espalhar segredos, dietas a base de abacaxi e magos de araque.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Biblioteca Nacional da Espanha: furto e demissão

Biblioteca Nacional da Espanha: furto e demissão

Diretora da instituição que teve documentos raros furtados de seu acervo deixou o cargo alegando falta de apoio do ministro da Cultura do país

Dois mapas-múndi do século II, publicados numa edição de 1482 da obra "Cosmografia", do geógrafo grego Ptolomeu (apenas disponíveis para pesquisadores credenciados à Sala Cervantes) e algumas páginas arrancadas de exemplares de obras dos séculos XVI e XVII.

Esses foram os desfalques do acervo da Biblioteca Nacional da Espanha. O furto, descoberto na última semana de agosto, gerou uma crise que resultou no pedido de demissão por parte da diretora da instituição.

A suspeita é a de que um pesquisador argentino tenha sido o responsável pelos furtos. Mas pela suposta falta de confiança demonstrada pelo novo ministro da Cultura da Espanha (nomeado em julho), César Antonio Molina, em relação a sua atitude diante do caso, a ex-diretora da instituição, Rosa Régas, pediu sua demissão.

Rosa Régas declarou à imprensa ter sido criticada pelo ministro, que a acusou por não tomado atitudes diante do furto, "ter ficado parada, de boca aberta". Segundo o jornal "El País", o ministro Molina declarou ser "salutar" que os diretores da Biblioteca Nacional assumam as suas responsabilidades e afirmou que a demissão de Régas vai dar maior celeridade ao plano de modernização previsto para a instituição

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Brasil é o país que menos gasta com educação



O Globo - 19/09/2007 - por BBC Brasil
O Brasil é o que menos gasta com educação dos 34 países analisados por um estudo da OCDE (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) divulgado ontem. O Brasil é o que apresenta o menor investimento por estudante (do primário até a universidade), gastando US$ 1.303 por ano (cerca de R$ 2.488). Os 30 países da OCDE gastam, em média, US$ 7.527 (R$ 14.376 ). No país que mais gasta em educação, Luxemburgo, o valor chega a US$ 13.458 (R$ 25.705 ). Já no Chile, o outro país sul-americano estudado, o gasto é de US$ 2.864 (R$ 5.470). O Brasil também apresenta a maior diferença entre os gastos por estudante no ensino fundamental e secundário, em comparação com os universitários


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terça-feira, 18 de setembro de 2007

Jovens latinos não lêem os clássicos latinos

O jornal Valor Econômico, em matéria do último dia 6 e reproduzida no site da CBL, aborda a pesquisa feita por Guillermo Sunkel, mexicano radicado em Santiago (Chile). Segundo os dados apresentados, “os jovens latino-americanos de 15 a 29 anos, definitivamente, não têm tanto tempo para ler os clássicos de sua literatura, como A Morte de Artêmio Cruz, do mexicano Carlos Fuentes, ou O Jogo da Amarelinha, do argentino Júlio Cortazar”. No entanto, quando o assunto é Internet, a maior concentração de usuários se dá, em média, na faixa entre 18 e 24 anos. Para Sunkel, a tecnologia democratizou o consumo, pois "o domicílio se transformou em um centro de entretenimento. Antigamente, quando queríamos cultura, tínhamos de buscar fora".

sábado, 15 de setembro de 2007

ESCREVER LIVRO DE CITAÇÕES


Escrever um livro é até fácil. Você pode contar histórias sobre sua vida, sobre os amigos, vizinhos e inventar qualquer coisa. Porém, uma das maneiras mais tranqüilas de você escrever um livro é fazendo um trabalho de bricolagem. Quer dizer, pegar citações ou compilar listas de alguma coisa. A seguir apresento um site bem interessante, no qual você encontrará milhares de citações, pensamentos, provérbios e sei lá mais o quê. Tudo isto pode ser organizado e você se tornará um escritor. Entre, então, no Citador e divirta-se.

sábado, 1 de setembro de 2007

SERÁ QUE VÃO EDITAR?


Como você se sentiria depois de ter trabalhado em algo durante um ou dois anos, e até mesmo durante cinco anos e depois te dizerem que aquilo não presta? Isto acontece todos os dias, e acontece eventualmente para qualquer autor, não importando o quanto tenha sido aclamado pela crítica: o gosto amargo de uma avaliação editorial não favorável. Anos de trabalho, de exercício intelectual solitário delirante, vão para o lixo. Como fazer o escritor aprender com as más notícias?

Isto não é incomum para escritores que dizem não querer ver as avaliações desfavoráveis. Outros confessam que não gostam de saber nem das boas e más notícias sobre seus livros e o escritor sabe das notícias instintivamente apenas numa simples olhadela. Desde que não se é um Shakespeare, que só teve boas avaliações, todos os escritores devem aprender a lidar com o avaliador *. Por exemplo, a romancista Mary Gordon, que tem obtido os maiores louvores e poucas quedas, dá sua opinião desta maneira: .Um bom avaliador nunca sente como sendo bom ou ruim um mau sentimento. Jamais quis saber cada um deles..

A profissão de avaliador é, como não poderia deixar de ser, infinitamente fascinante e, talvez, assustadora, misteriosa e frustrante para quem estão envolvidas no mercado editoriais. A Pushcart Press publicou. "Rotten Reviews and Rejections", tendo vendido perto de 70 mil exemplares em várias edições, onde se supõe, para escritores e seus colegas editores.

* Encarregado(a) de ler os originais. Aqui no Brasil em muitos casos esta função é exercida também pelo(a) editor(a), o(a) proprietário(a) da editora.

** Na foto: James Joyce e sua editora Sylvia Beach, em Paris.
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